Nos últimos meses, alguns crimes deixaram os moradores de Pitangui assustados. No dia 31/5, em uma loja de roupas na avenida Lima Guimarães, região central, um policial militar aposentado foi vítima de um assalto a sua loja de roupas e reagiu, atirando contra os dois criminosos, de 17 e 20 anos, que não resistiram aos ferimentos. Com a identificação dos corpos, descobriu-se que os jovens assaltantes vieram da vizinha cidade de Nova Serrana.
Uma parcela significativa da população pitanguiense aplaudiu a atitude do militar aposentado. Nas ruas, muita gente disse que gostou do resultado do caso porque "bandido bom é bandido morto" e porque "quem procura, acha". Será que estas pessoas teriam a mesma satisfação se os dois criminosos mortos pelo ex-policial fossem moradores de Pitangui, parte de nossa população? Será que iriam gostar se os jovens delinquentes que assaltaram (sabe-se lá para quê) e morreram na ação fossem seus vizinhos de bairro, de rua ou vivessem em suas casas? Acho que não.
Na madrugada de 16/6, um jovem de 18 anos foi assassinado com três tiros. Ele foi visto pela última vez na noite anterior, em uma festa junina (também na região central), acompanhado por cinco indivíduos, dos quais dois são velhos conhecidos da polícia. A vítima tinha passagens por envolvimento com o tráfico de drogas e participação no homicídio de um taxista. A principal suspeita é de que este crime tenha ligação com o tráfico de drogas. A vítima levou dois tiros nas costas e um na cabeça, o que configura execução. Quem atirou queria ter certeza de que a vítima não sobreviveria. Na mesma estrada de terra onde o corpo foi deixado, outros já foram desovados. A Polícia Civil deve seguir, a princípio, uma mesma linha de investigação, para tentar identificar os assassinos.
O fato de os três jovens mortos terem idade média de 18 anos não é coincidência. Assim como inúmeros outros que são mortos diariamente no Brasil, é possível que tenham entrado para o mundo do crime ainda na adolescência, quando foram convencidos de que poderiam furtar, roubar ou matar sem serem presos. Quem tem crianças e adolescentes em casa precisa observar o comportamento deles e orientá-los sobre o perigo da criminalidade. As famílias dessas vítimas não fizeram isso em tempo.
(*) Marcus Vinícius é radialista Radialista. Produz e apresenta um noticiário policial na rádio Onda FM. Em sua coluna, comenta os principais crimes ocorridos em Pitangui durante o mês e dá sua opinião sobre a segurança pública na cidade.
Texto originalmente publicado na edição impressa nº 383, de julho de 2013.
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