27 de agosto de 2013

Entrevista com Beto Lopes

Olá, meus amigos do INDEPENDENTE! O nosso entrevistado de hoje não requer apresentação, pois é filho ilustre e um dos melhores guitarristas e contrabaixistas do mundo - o que nos faz orgulhosos por sermos filhos de Pitangui, terra de grandes músicos.

O músico Beto Lopes (foto: reprodução/Facebook)
 


Carlos Wagner - Gostaria de pedir que se apresentasse, para (tenho minhas dúvidas) alguém que, talvez, não o conheça. (risos)
Beto Lopes - Meu nome é Alberto Lopes Cançado, mais conhecido como Beto Lopes. Sou filho de Maria Lopes dos Santos e de Cornélio Lopes Cançado Filho.

Quando começou a tocar profissionalmente?
Comecei a tocar cavaquinho e violão, ensinado por minha mãe, quando tinha cerca de cinco anos. Mudei-me para Belo Horizonte e, com seis anos, passei a acompanhar os irmãos mais velhos, também músicos, cantando em matinês de bailes. Aprendi acordeom, bandolim e piano. Mas, o violão e a guitarra foram os instrumentos que sempre me atraíram. Aos 18 anos, comecei a tocar profissionalmente com a banda Frutos da Terra e conheci, pouco depois, os músicos que formavam o Clube da Esquina. Desde 1986, venho acompanhando, na guitarra, diversos músicos brasileiros, como Hermeto Pascoal, Nivaldo Ornelas, Beto Guedes, Lô Borges, Toninho Horta, Tavinho Moura, Milton Nascimento e Fernando Brant, entre outros. Fiz parte do projeto “Convite Instrumental”, em 1992, do BDMG Cultural, com o saxofonista Idriss Boudrioua como convidado. Participei do “Free Jazz Festival”, ao lado de Túlio Mourão, em 1990. Acompanhei Flávio Venturini em 1992. No “Heineken Concerts”, toquei ao lado de Lô Borges, Andy Summers, Milton Nascimento e do Grupo Uakti e viajei pelos Estados Unidos em turnê com Lô Borges, em 1996. Fui um dos quatro vencedores do 3º Prêmio BDMG Instrumental, em 2003.

Vendo-o tocar, podemos notar que tem um vocabulário farto. Quais foram suas influências?
As influências vêm de todos os lados, mas, principalmente, de Milton Nascimento, do Clube da esquina, Toninho Horta, Deep Purple, Pink Floyd, nos encontros tocando chorinho e samba na família com meu irmão José Marcos e Nem Teodoro, Beatles, Weather Report, Jaco Pastorius, Pat Matheny, Eddie Gomez, muita Bossa-Nova, Tom Jobim, Villa lobos, Bach, Stravinski, Quarteto Novo com Hermeto Pascoal, Miles Davis, Bill Evans e muitos outros que fazem parte de minha lista.

Mesmo sabendo do seu potencial, o que você ouve como fonte de estudo?
Hoje, temos uma diversidade incrível de estilos de música, mas procuro ouvir música boa, bem feita e que tenha emoção.

Com quem tem tocado?
Tenho tocado com Milton Nascimento, Toninho Horta, Wilson Lopes, José Marcos, Barbara Barcelos, Rodrigo Borges, Gabriel Guedes, Marilton Borges e muitos outros de nossos valorosos compositores e intérpretes.

Gostaria de pedir que deixasse uma mensagem aos conterrâneos e demais músicos que, com certeza, irão acessar O INDEPENDENTE para conhecer um pouco do Beto.
Queria mandar um abração para todos de Pitangui, Rio do Peixe, e, em especial, para minha irmã Vera e família. Abração pra você, Carlos Wagner Nunes, e obrigado pela entrevista.

Nós de Pitangui e de O INDEPENDENTE é que agradecemos pela sua atenção. Um abraço para você, de toda nossa equipe.

(*) Carlos Wagner Nunes é músico e professor pitanguiense. Formado em Letras pelo Inesp, pós-graduado em Ensino de Língua Inglesa pela UFMG, em Medicina Chinesa pela Unisaúde, pela Escola de Música OMB-Vivaz. Cursa Homeopatia na UFV. Endossante Soultone Cymbals.



O músico Beto Lopes (foto: reprodução/Facebook)
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